Não que exista uma maneira certa de fazer sexo, não existe um protocolo a seguir, não tem que ser obrigação, não tem que ser alívio, não tem que ter, não tem que não ter. Não é pra ter dor, não é pra ficar tenso, não é pra “só” gozar.

Quando falamos em relação sexual, estamos falando de prazer…bom, pelo menos era isso que deveria vir à cabeça quando falamos de sexo. Além de prazer, estamos falando de autonomia. Não tem jeito certo, não tem tempo certo ou frequência adequada, tem o jeito que é bom pra você e que também faz bem para a sua parceria.

Se não tem protocolo, como descobrir o que é bom para o outro? Se comunique, pergunte se gostou, sinta as reações de sua parceria, não fique chateado se algo não der certo como imaginou, reinvente, fantasie.

Esqueça um pouco do genital, do orgasmo, da penetração, eles são importantes, mas não reduza sexo a isso. Use seu corpo, interaja com o corpo do outro, seu corpo é o maior aparelho de prazer do mundo. Pra que acabar logo, se você pode aproveitar mais?

Trabalhei muito hoje, estou cansado! Então não faça, diga não, você não terá vontade de fazer sexo o tempo inteiro. Mas hoje é Sábado e vou encontrar com ela/ele, tem que rolar. Não, não tem. Se TEM que, virou tarefa, obrigação.

Gostaria de fazer sexo quatro vezes por semana. E por que não faz? Porque não tenho vontade, apenas uma vez por semana. Então você não gostaria de fazer quatro vezes, você quer fazer uma só. Mas as pessoas casadas fazem mais né? Fazem? Não sei.

Esquece o parâmetro e a regra. O vizinho te conta que a grama dele é mais verde, se é ou não, não sabemos e nunca vamos saber.

Sexo por sexo ou com amor? Como você preferir.

E não vai ser sempre a mesma coisa, vai mudar daqui um tempo ou já mudou, não tem problema. Tem prazer? Tem, mas não é mais o mesmo. Não vai ser o mesmo, vai ser diferente e diferente não é ruim. Mas naquela época eu era um “foguete”. Sim, era um foguete, mas não tinha que se preocupar com trabalho, com a casa e com contas. Não idealize o sexo, não compare com tempos atrás.

Vamos esquecer tudo o que contaram, o que é e o que não é, o que pode e o que não pode. Sexo “certo” é aquele que dá prazer!

 

Autora: Janaína Sampaio, psicóloga e psicoterapeuta sexual.

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2 Comments
  1. Ana Paula

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