Impossibilidade de penetração vaginal

Algumas mulheres não conseguem ter penetração vaginal. Não é “frescura” e nem falta de vontade. O vaginismo é uma disfunção sexual na qual os músculos do assoalho pélvico se contraem involuntariamente e com tal intensidade, que se torna impossível a introdução do pênis, dedos, instrumentos de exame ginecológico, absorvente interno ou qualquer outro objeto no canal vaginal.
Essa contração muscular é involuntária, isto é, a mulher não tem controle sobre ela. A contração pode ocorrer em todas as situações ou apenas em algumas delas. Por exemplo, a mulher consegue utilizar absorvente interno, mas não consegue realizar exames ginecológicos. O vaginismo não costuma ser causado por falta de desejo sexual e tampouco tem qualquer relação com a capacidade da mulher em atingir o orgasmo. Entretanto, é uma disfunção que traz muita frustração e sofrimento, tanto para a mulher quanto para sua parceria.

Dor na relação

A presença de dores na relação é uma das queixas sexuais mais comuns entre as mulheres. Esse quadro é chamado de Dispareunia, e se caracteriza por dor persistente e recorrente durante ou após a relação sexual.  Enquanto no Vaginismo a penetração é impossível, na Dispareunia a mulher consegue ter a penetração, mas à custa de dor intensa. Essa dor pode vir em forma de pontadas, ardência ou queimação, e pode ser localizada no fundo do canal vaginal ou mais superficialmente, na entrada do canal ou na vulva. É de extrema importância que a mulher faça uma consulta ginecológica, já que a causa das dores pode ter origem física. Se essa hipótese for descartada pelo(a) médico(a), a terapia sexual é indicada.

Dificuldade de atingir o orgasmo

O orgasmo é o ápice do prazer sexual, quando a excitação atinge seu pico de intensidade. A anorgasmia configura-se pela dificuldade acentuada de atingir orgasmos, ou pela ausência dele, em quase todas ou em todas as ocasiões.

As mulheres com anorgasmia se enquadram em algum dos seguintes grupos:

1) nunca teve um orgasmo – nem na masturbação, nem na relação sexual;

2) tem orgasmos ou com a masturbação ou com a relação sexual, mas não em ambas situações;

3) já teve orgasmos satisfatórios, mas hoje não consegue mais;

4) não consegue orgasmos com determinadas pessoas ou em algumas circunstâncias.

Apesar do orgasmo não ser essencial para a relação sexual ser considerada altamente prazerosa e satisfatória, cada vez mais as mulheres têm buscado se apropriar de seus corpos e de seu prazer.

Baixo Desejo Sexual

O desejo sexual é responsável pela vontade e pela busca do envolvimento em uma atividade sexual. Portanto, a falta de motivação para o sexo e qualquer situação relacionada a ele é o que chamamos de Inibição de Desejo, Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo ou Baixa Libido.  O desejo sexual não surge espontaneamente. Diversas condições são necessárias para que ele se faça presente, como pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas, boa comunicação do casal, autoconhecimento, entre outras. Apesar de tradicionalmente a inibição de desejo ser associada às mulheres, cada vez mais os homens têm procurado ajuda com esse mesmo problema. A falta de interesse sexual pode atingir a todos. Os problemas do dia a dia, estresse, dificuldades financeiras, perda de alguém importante, crise no relacionamento, doenças físicas ou psicológicas são alguns dos fatores que podem perturbar o bom funcionamento sexual.

Disfunção Erétil

A disfunção erétil é a dificuldade em ter ou manter ereções firmes o suficiente para a penetração. Esta é a queixa mais frequente entre os homens que procuram terapia sexual. Em algum momento da vida, todos os homens passam pela experiência de “broxar”. Isso não significa que exista um problema. Estresse, problemas familiares, financeiros, profissionais, jogo sexual inadequado, dificuldades no relacionamento, insegurança, etc., influenciam na obtenção ou manutenção da ereção. Anteriormente chamada de Impotência, a disfunção erétil pode ter causas físicas ou psicológicas. A consulta com um urologista é essencial para a realização de um diagnóstico adequado. Quando as causas orgânicas forem descartadas pelo(a) médico(a), a psicoterapia sexual é indicada.

Ejaculação Precoce

A ejaculação rápida, ejaculação prematura ou ejaculação precoce, é o segundo motivo de busca mais frequente entre os homens que procuram a terapia sexual. Ela se caracteriza pela falta ou dificuldade do controle ejaculatório. Não existe um consenso entre os pesquisadores sobre o tempo de penetração mínimo necessário para que um homem seja diagnosticado com ejaculação prematura. Consideramos então, para fins de tratamento clínico, que a ejaculação precoce não está relacionada com o tempo que o homem leva para ejacular, mas na capacidade de controlar a ejaculação pelo tempo que achar mais adequado e satisfatório para si e sua parceria.